Brasil

Melhorando a conectividade desde os principais hubs: São Paulo e Brasília

Com 210 milhões de habitantes, o Brasil é de longe o maior mercado doméstico de passageiros da América do Sul e o terceiro maior do mundo, transportando mais de 88 milhões de passageiros dentro do país em 2016. Trata-se de um mercado com baixa penetração do transporte aéreo e alto potencial de crescimento, e por isso continua sendo uma oportunidade para o Grupo LATAM.

2016 foi um ano especialmente complexo para o transporte de passageiros no Brasil, onde a economia atravessa uma recessão severa. Como resultado, as projeções do Fundo Monetário Internacional para 2016 apontam para uma queda de 3,5% no PIB, sendo a primeira vez que o país registra dois anos consecutivos de retração econômica. Em 2015, a queda do PIB foi de 3,8%, o pior desempenho desde 1990.

No início de 2016, o Dólar dos EUA superou R$ 4,00, o nível mais alto da história do Plano Real, apesar de ter tido uma queda significativa de 18% ao longo do ano. A inflação, por outro lado, foi de 6,4%.

Esta recessão teve um impacto direto no setor de aviação comercial, afetando principalmente a demanda de passageiros corporativos (pessoas que viajam a negócios). Para o Grupo LATAM, a operação doméstica do Brasil representa aproximadamente 43% do número total de passageiros transportados, com número superior à soma de todas as suas operações locais nos países de língua espanhola onde atua.

Um fator essencial para reduzir o impacto da desaceleração econômica do país, principalmente a desvalorização do Real, tem sido a disciplina de oferta que a Companhia aplica desde sua entrada no Brasil, em 2012, um mercado ainda caracterizado pelo excesso de oferta.

Em 2016, a Companhia continuou focada em manter sua posição estratégica dentro do Brasil, melhorando a conectividade a partir de seus principais hubs, que são os terminais de Guarulhos e Brasília.

Neste contexto, durante 2016 a LATAM Airlines Brasil reduziu em 11,5% sua oferta medida em ASK (assento-quilômetro oferecido), somando-se às reduções de 2,5% em 2015, 1,4% em 2014 e 8,4% em 2013. Por sua vez, a demanda apresentou queda de 10,7% medida em RPK (passageiros transportados por quilômetro), resultando em uma saudável taxa de ocupação total no ano de 82,3%, com crescimento de 0,8 ponto percentual em comparação ao ano anterior.

Em dezembro de 2016, a Companhia operava em 44 aeroportos, com aproximadamente 580 voos domésticos diários. Com 29 milhões de passageiros transportados no ano e uma queda de 9,7% em comparação a 2015, encerrou o ano como a segunda operadora do mercado em rotas nacionais, com participação de 35% medida em RPK (passageiros transportados por quilômetro), ou seja, 1 ponto percentual a menos que a GOL, seguida pela Azul, com 17%, dentre as principais concorrentes.

Para desenvolver suas operações domésticas, utilizou uma frota média de 100 aeronaves, dentre elas 30 Airbus A321 (três a mais que em 2015), que permitem atender com maior eficiência as rotas de alta densidade. Vale destacar que o Grupo LATAM é atualmente a única operadora deste tipo de aeronave no Brasil. Outro feito importante no ano foi a incorporação da primeira aeronave A320neo das Américas à frota da LATAM Airlines Brasil, cujo voo inaugural foi realizado em 19 de setembro.

Ainda enfrentando um cenário desafiador, a Companhia teve grandes avanços na consolidação da sua identidade enquanto Grupo LATAM, marca utilizada como a companhia aérea oficial dos Jogos Olímpicos (agosto) e Paraolímpicos (setembro) Rio 2016. No dia 2 de maio, decolou do Rio de Janeiro a primeira aeronave com a nova imagem corporativa, com destino a Genebra, na Suíça, para coletar a tocha olímpica e transportá-la até o terminal de Brasília, seu centro de conexões mais importantes para voos dentro do país. Posteriormente, a Companhia transportou a chama olímpica por oito mil quilômetros em 12 voos domésticos, durante 15 dias, até 13 cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, em uma operação especial realizada em um Airbus A319. Para atender à demanda dos jogos, a malha de voos foi adaptada com mais de 140 voos adicionais, sendo que no mês de agosto o sistema Rio de Janeiro-São Paulo operou com uma taxa de ocupação de 81% (frente a 68% no mesmo período de 2015).

Em 2016, pelo oitavo ano consecutivo, a TAM foi a marca mais lembrada na categoria companhias aéreas do ranking “Top of Mind”, promovido pelo jornal Folha de S. Paulo. Também pelo oitavo ano consecutivo, a Companhia foi a vencedora da categoria companhia aérea da 19ª edição do ranking das empresas mais admiradas do Brasil, elaborado pelo instituto de pesquisas Officina Sophia. Além disso, a CEO da LATAM Airlines Brasil, Claudia Sender, também recebeu prêmios, sendo selecionada pela revista Forbes Brasil entre os líderes de negócios mais bem-sucedidos do país e a sexta líder de empresa mais admirada do Brasil em pesquisa realizada pela Officina Sophia.

Brasil

29 milhões de passageiros

100 aviões

41 destinos (44 aeroportos)

35% market share