Governança de sustentabilidade

Nossa gestão da sustentabilidade

A Política de Sustentabilidade LATAM, aprovada em 2016, considerou uma série de referências e compromissos internacionais, que devem servir de guia para as atividades (ver quadro) e explicita a correlação entre a gestão dos diversos aspectos da sustentabilidade e a condução dos negócios. O exemplo mais claro é a gestão riscos: a matriz que orienta a mitigação inclui temas ambientais, laborais e relacionados ao relacionamento e à reputação da empresa frente a seus públicos, e a gestão é feita de forma integrada a outros tipos de risco, como financeiros e operacionais, por exemplo.

Para assegurar o alinhamento de informações e o olhar estratégico da alta gestão a respeito dos objetivos e metas e do monitoramento dos avanços, o Conselho de Administração vai fazer o seguimento anual dos dados. A nova etapa de validação estratégica complementa o a supervisão que já era realizada periodicamente pelo Comitê do Conselho.

Além disso, sempre que um integrante se incorpora à alta gestão da empresa, ele participa atividades de imersão na estratégia de negócios, e a gestão de sustentabilidade é foco de um módulo específico nesse processo.

REFERÊNCIAS INTERNACIONAIS

Para impulsionar as melhorias na gestão da sustentabilidade, a LATAM se orienta por uma série de normas, padrões, referências e compromissos de relevância internacional.

Os principais são descritos a seguir:

  • Norma ISO 26000: primeira norma internacional de Responsabilidade Social Empresarial
  • Pacto Global: iniciativa da Organização das Nações Unidas ONU) para estimular a adoção de práticas de responsabilidade corporativa nas áreas de direitos humanos, direitos humanos no trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.
  • Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: agenda global de desenvolvimento impulsionada pela ONU, que define objetivos e metas relacionados a como erradicação da pobreza, segurança alimentar, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões sustentáveis de produção e de consumo, mudanças climáticas, cidades sustentáveis, proteção e uso sustentável dos ecossistemas e crescimento econômico inclusivo, entre outros temas.
  • Princípios Orientadores sobre Empresas e Direitos Humanos: é uma espécie de guia, elaborado pelo Representante Especial do Secretariado-Geral das Nações Unidas, John Ruggie, que reúne parâmetros e diretrizes para garantir a proteção, o respeito e a reparação aos direitos humanos no âmbito dos negócios.
  • Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e a Política Social: foi elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e visa promover a contribuição ativa das empresas multinacionais aos progressos econômicos e sociais, minimizando ao mesmo tempo os efeitos negativos das suas atividades.
  • Diretrizes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Empresas Multinacionais: reúne recomendações para empresas e governos e oferece princípios e padrões voluntários para uma conduta empresarial consistente com as leis e as melhores práticas reconhecidas internacionalmente.
  • Metodologia GRI: principal referência do relato da sustentabilidade. Foi elaborada pela Global Reporting Initiave, entidade internacional multistakeholder que busca promover a padronização e a melhoria contínua da gestão e comunicação da sustentabilidade em empresas e organizações de diferentes portes e setores de todo o mundo.

Medir os avanços

O desempenho da empresa no Índice Dow Jones de Sustentabilidade (DJSI, na sigla em inglês), e a principal medida desse desenvolvimento.

O DJSI é a principal referência mundial de desempenho dos aspectos econômicos, sociais e ambientais da geração de valor no longo prazo. A seleção se baseia em uma metodologia conhecida como Best in Class, que analisa o desempenho em temas relacionados a governança e práticas econômicas, sociais e ambientais das grandes empresas de capital aberto de diferentes setores econômicos. Somente as empresas líderes integram a lista final, divulgada anualmente. O processo de escolha dos integrantes do DJSI é conduzido pela RobecoSAM, consultoria de investimentos especializada em sustentabilidade.

A LATAM integra o índice desde a edição 2012, quando foi selecionada no segmento Mercados Emergentes. Desde a edição 2014, faz parte do índice Mundial, que reúne os 10% melhores de las empresas invitadas. Em 2016, foram analisadas as 2,5 mil maiores empresas (segundo o índice S&P Broad Market) de 28 países, e 316 foram selecionadas. Somente duas empresas aéreas constam desse grupo.

 

Transparência no processo de doação

No final de 2016, o Conselho aprovou a política de concessão do Grupo LATAM. Isso é válido para todas as subsidiárias e objetiva estabelece os critérios para a concessão e as etapas e processos de aprovação, definindo claramente os papéis e responsabilidades.

Segundo o documento, as doações devem ser exclusivamente de serviços (transporte de pessoas ou carga livre), espécies ou contribuições em dinheiro.

Em linha com a estratégia do Grupo de Sustentabilidade, as doações devem ser para projetos que causam impactos sociais, ambientais ou culturais positivos e devem ser dirigidos principalmente para as pessoas pobres ou fundações sem fins lucrativos na região.

O processo de aprovação envolve as áreas de assuntos corporativos, legais e de conformidade para assegurar que os princípios de ética e transparência e legislação pertinente sejam atendidos.